FRONTEIRAS IMAGINÁRIAS
Cresci ouvindo as histórias de Capitães da Areia e imaginando aqueles meninos ocupando a cidade, reinventando suas rotas, atravessando ruas e ventos como se fossem donos do tempo. Fronteiras Imaginárias nasce desse mesmo impulso: olhar para a infância que se move pela Cidade Baixa, para os caminhos que se desenham entre o concreto e o mar, para as linhas invisíveis que separam e conectam.
Este projeto é um percurso fotográfico por espaços onde a cidade se refaz todos os dias, nas esquinas, nos trapiches, nos largos e becos. Busco registrar a Salvador que cresce à margem dos cartões-postais, onde meninos e meninas criam seus próprios territórios dentro de um lugar que, tantas vezes, os ignora.
Através da fotografia, busco capturar não apenas a paisagem, mas a forma como esses corpos a habitam—em movimento, em espera, em fuga, em sonho. Fronteiras Imaginárias é sobre ver, mas também sobre lembrar que, para muitos, existir na cidade é um ato de imaginação.
IMAGINARY BORDERS
I grew up listening to the stories of Capitães da Areia and imagining those boys occupying the city, reinventing their routes, crossing streets and winds as if they owned time itself. Imaginary Borders is born from that same impulse: to look at childhood in motion through the Cidade Baixa, at the paths drawn between concrete and sea, at the invisible lines that separate and connect.
This project is a photographic journey through spaces where the city reshapes itself every day—on street corners, piers, squares, and alleys. I seek to capture a Salvador that grows on the margins of postcards, where boys and girls create their own territories within a place that so often overlooks them.
Through photography, I seek to capture not only the landscape but the way these bodies inhabit it—in movement, in waiting, in escape, in dreams. Imaginary Borders is about seeing, but also about remembering that, for many, existing in the city is an act of imagination


















